“Freedom, beuty, truth and love”

    Oui, meu nome é Henri Mari Raymond de Toulouse Lautrec Monfá. Pronto, já terminei. Mas, podem me chamar apenas de Toulouse Lautrec.

Fui um pintor pós-impressionista e também um litógrafo, e um belo de um Boêmio Francês, também, um fiel frequentador de uma danceteria, conhecida como Le Moulin Rouge.

Além de ser conhecido por pintar a vida Boêmia de Paris no final do século XIX, fui quem revolucionou o Design Gráfico de cartazes publicitários, ajudando a moldar o estilo que posteriormente ficou conhecido com Art Nouveau.

Dentre meus principais cartazes, estão os de Le Moulin Rouge, pelo qual tinha prazer em trabalhar e ganhar camarotes junto aos grandes burgueses de Montmartre.

La Goulue ou A Gulosa.

Troupe de Mlle Églantine.

 

Jane Avril.

Oui, agora contarei um pouco de minha incroyable vie.

Nasci em 1864, em uma família com uma linhagem de ancestrais de nomes aristocráticos. Fui filho de Conde Alphonse de Toulouse-Lautrec-Monfa e Adéle Tapié de Céleyran.

Sofria de uma doença, que, até então era desconhecida em minha época, uma distrofia poli-hipofisária, traduzirei, um mal desenvolvimento de certos tecidos ósseos. Sofri dois acidentes em minha juventude, e acabei fraturando meus dois fêmurs. Como meus ossos eram mal soldados, pararam de se desenvolverem, e aos meus 15 anos, parei de crescer, atingindo uma altura de 1,52m. Tinha um corpo de homem adulto e pernas de uma criança. Pensa que me abalei com isso?

Não, em meus longos períodos de cama, desenhava e pintava aquarelas, iniciando aí, meu talento.

Com 16 anos, fui estudar pintura com o velho rígido, do qual detestava, Léon Bonnat. Logo depois, fui estudar com Fernand Cormon, e seu ateliêr ficava nas ladeiras de Montmartre, em Paris. Sendo lá que encontrei minhas inspirações…

Trabalhadores, prostitutas, e estranhos artistas boêmios…

Meus desenhos eram inspirados na vida boêmia parisiense, gravuras japonesas e gravuras.

Amava viver em Montmarte, centro de artistas, de boêmios, filósofos, escritores. E era onde ficava o Jardim de Pere Foret onde pintei uma série de óleos sobre tela ao ar livre de Carmen Gaudin (a modelo ruiva que aparece no quadro “A Lavadeira” de 1888).

 

A lavadeira.

Também fui criador de uma bebida alcoólica chamada de “Terrmoto”, é uma mistura potente de 1/2 parte de absinto e 1/2 parte de conhaque, servido em copo de vinho sobre cubos de gelo ou batido com gelo em coqueteleira.

Minha habilidade em capturar as pessoas em seu ambiente de trabalho, com a cor e o movimento da pululante e opulenta vida noturna porém sem o glamour. Usava muito vermelho, em geral de maneira contrastante, usava o cabelo cor de laranja e a cor verde limão para traduzir a atmosfera elétrica da vida noturna.  Eu era um mestre do contorno, podia retratar cenas de grupos de pessoas onde cada pessoa é individual (e na época podia ser identificada apenas pela silhueta). Frequentemente eu aplicava a tinta em uma estreita e longilinea pincelada, deixando a base (papel, tela) ou o contorno aparecer.  Minha pintura era gráfica por natureza, nunca encobria por completo o traço forte do desenho. O contorno simples era minha a “marca registrada” desde o início da carreira como designer de cartazes. Não pintava sombras. Minhas pinturas sempre incluíam pessoas (um grupo ou um indivíduo) e não gostava de pintar paisagens. O papel usado para criar meus cartazes frequentemente era amarelo.

Meus últimos anos de vida foram cobertos por um vício que aos poucos me matava, o álcool, o exagero em Absinto, crises, internações em hospitais psiquiátricos, vigilância para que eu não beba… Até que em 1901 me despedi de Paris com meus dias contados. Sofri de ataques de paralisia, e fez com que não pudesse mais pintar.

Deixo o mundo dos vivos com apenas 36 anos, em 9 de setembro de 1901, aos braços de minha mãe, em seu castelo em Bordeaux.

Mas deixei um gigantesco legado de obras, mais de 1000 pinturas á óleo, 5000 desenhos, 350 gravuras… retratos de minha vida boêmia.

Atualmente me retrataram num incrível trabalho cinematográfico, chamado nada mais nada menos de Moulin Rouge. Além de vários documentários.

 

Algumas de minhas obras,

 

Gabrielle

 

In bed.

Baile em Moulin Rouge.

 

The clown Cha-U-Kao in the Moulin Rouge.

Au revoir Bohémiens.