Posts from the ‘Claude Monet’ Category

J’ai parlé, parlé et n’ont pas montré.

Já fale, falei e ainda não mostrei.

Consegui uma boa quantidade de imagens das minhas obras, olhem – nas e tudo ficará mais claro.

Canto do Estudio

Chrysanthemums

Farm Courtyard in Normandy

Hunting Trophy

Impression Sunrise

Regatta at Argenteuil

The Rouen Cathedral

The Rouen Cathedral

The Rouen Cathedral at Twilight

The Rouen Cathedral in the Evening

The Studio Boat

The Walk. Lady with a Parasol

Young Girls in a Boat

Falei, falei e já tinha falado.

Agora falei tudo o que tinha que falar e  mostrei o que tinha que mostrar, agora o trabalho é com meus companheiros impressionistas.

Au revoir et encore plus.

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Continuando minha história…

Como viram a tristeza já passou, e agora voltarei a falar de minha vida.

Em 1876 conheci Ernest Hoschedé e sua esposa Alice, que se tornaram meus admiradores. Neste ano Durand- Ruel organizou a segunda mostra dos impressionista em sua galeria mas os colecionadores ainda não aceitavam o nosso estilo que naquela época era um estilo novo de pintura e a esposição foi um fracasso tão grande quanto o primeiro. Em 1877 os negócios de Hoschedé quebrou e ele fugiu para a Bélgica deixando sua mlher e os filhos, de meter dó.

Em 1878 nasceu meu segundo filho, Michel. Eu e minha família mudamos para Vétheuil juntamente com Alice, surgiram as primeiras críticas favoráveis ao movimento impressionista. Nossos anos de pobreza haviam arrasado com a saúde de Camille que contraiu tuberculose e veio pra cá em 1879. Meu prestígio continuou crescendo e no ano seguinte Durand – Ruel realizou com sucesso uma exposição dos impressionistas em Nova York.

Depois de ter experimentado anos de extrema pobreza, começo a prosperar. E em 1883 aluguei uma casa em Giverny. Em 1887 expus novamente em Nova York. Em 1890 a casa é comprada e em 1891 concluo Os Montesde Feno e a série de paisagens do rio Epte. E nesse mesmo ano veio pra cá Ernest Hoschedé. Em 1892 me casei com Alice e cuidar de jardins torna – se uma de minhas atividades favoritas. Em 1893 contrui o jardim aquático, que seria minha grande fonte de inspiração para os anos seguintes. Em 1894 conclui a série da Catedral de Rouen e durante o verão de 1896 – 1897 pintei paisaagens do Rio Sena, retomando um tema do início de minha carreira.

No início do século, fui à Inglaterra onde pintei uma série de paisagens do Rio Tâmisa. A partir de 1907 tive problemas com a visão, inclusive o mesmo problema que minha amiga Mary falou aqui, e a evolução da doença fez com que minhas telas tornassem abstratas.

Em 1911 Alice veio pra cá e três mais tarde Jean meu primeiro filho, em minha casa em Giverny Monet  dedicava me exclusivamente à pintura e meu tema preferido passa a ser meu jardim. Com a construção de um estúdio em 1916 comei a pintar as Ninféias. Em 1918 duei minhas telas ao governo francês. Estes quadros foram expostos num espaço construído especialmente para nós no Museu de Orangeries, em Paris. Em 1923 estava quase cego e operei de catarata e passei a usar óculos. Em 5 de Dezembro de 1926 vim pra cá, encerrando minha carreira ai no mundo de vocês.

Adeus, mas eu voltarei.




Impressionnisme!

Bonjour galera!

Estava vendo aqui o que meus amigos estão escrevendo e está valendo a pena passar minha senha pra todos, eles estão mandando muito bem! Inclusive, acabei de ler o post do Degas e vi sobre um tal de Youtube… fui entrar lá pra ver o que era e descobri que lá tem muitos vídeos legais! Procurei alguns sobre impressionismo pra mostrar para vocês e achei esses dois, que são muito interessantes!

Adorei os dois! Se vocês quiserem ver outros, façam como o Degas falou, acessem o tal do Youtube! Vale a pena!

Estava vendo os vídeos lá e também achei esse, que é do meu amigo Debussy! Me senti no dever de colocar essa composição dele, Claire de Lune. J’aime cette composition. Assistam e comprovem!

Enfim pessoal, continuem acessando esse blog impressionante e prometo que estarão sempre impressionados!

Au revoir!

J’ai parlé, parlé et n’a rien dit.

Falei, falei e não falei nada.

Estou tão viciado que esqueci meu foco e não falei sobre minha vida e obra agora falarei sobre minha vida e obra, ou  melhor tudo o que eu me lembrar.

E tudo começa assim quando era criança era considerado indisciplinado por meus pais e professores, adorava desenhar e nessa época já fazia caricaturas dos meus professores. E aos quinze anos já ganhava algum dinheiro com isso.

Um dia conheci o pintor Boudin e nos tornamos amigos. Boudin viu meus desenhos e me encorajou a pintar e com ele também aprendi a pintar ao ar livre.

Entusiasmado com a ideia de ser pintor fui pra Paris com o propósito de estudar pintura, me matriculei na Académia Suisse, lá conheci Pissaro e Coubert que também estavam começando a pintar. O serviço militar me obrigou a interromper os estudos, e fui enviado para a Argélia, no norte da África, onde permaneci por quase um ano, até que uma tia conseguiu meu desligamento,  mas com uma condição que eu terminasse meus estudos por lá.

Em 1862 novamente em Paris, voltei a estudar desta vez no estúdio Gleyre, onde conheci Bazille, Renoir e Sisley, com quem formei o grupo dos impressionistas

Mais tarde juntaram se a nós Manet, Degas, e Morisot. E em nossa primeira exposição participou também Boudin, Pissaro e Cézanne, e nossa terceira mostra contou com a presença de Gaugin.

Em paris também conheci Camille Doncieux por quem me apaixonei e quando meu pai soube que estava morando com Camille cortou a ajuda me que enviava. Foram tempos difíceis, de pouco dinheiro. As pressões e as dificuldades foram tantas que nós acabamos por nos separar.

Em 1867 Camille dá à luz ao nosso primeiro filho Jean. E no ano seguinte vivendo miseravelmente tentei suicídio.

Apesar das dificuldades, Eu e Camille nos reencontramos e nos casamos. Com o início da Guerra Franco – Prussiana me refugio na Inglaterra para não ter que me alistar e Camille segue depois.

Por lá pinto minhas cenas londrinas entre elas a série do Parlamento.

Lá também conheci Durand – Ruel que foi atraído por nossa pintura impressionista e passa a investir em nosso grupo

Com o fim da guerra, retorno à França, indo morar em Argenteuil onde recebi a notícia de que meu amigo Bazille morrera em combate. A derrota da França dá início a um período de instabilidade política que marca o fim do império e a volta ao sistema republicano.

Em 1874 eu e meus amigos realizamos uma exposição que marca o início do movimento impressionista. O evento não é bem recebido, nossos quadros são ridicularizados. A crítica chamou o grupo de Impressionistas. Uma ironia em relação a um quadro meu chamado Impressão: o Sol se levanta. Com isso queriam dizer que os quadros não passavam de uma primeira impressão, um rascunho. Sem conseguir vender meus quadros, eu e minha família vivemos na pobreza. No ano seguinte nós Impressionistas promovemos uma venda pública de nossos quadros no Hotel Drouot, sem muito sucesso.

Ah! com toda essa tristeza não recordo de mais nada, um triste…

Au revoir

Caracteristicas da minha época

Bonjour branché,

Bom, hoje eu vou falar um pouco de como eram as pinturas na minha época;

Elas deveriam registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar em alguns momentos, porque as cores da natureza estão em constante mudança devido a incidência da luz solar, também não era necessário nelas os contornos nítidos pois na nossa opinião as linhas eram uma abstração do ser humano para representar imagens.

Falando agora das sombras na nossa pintura, elas deveriam ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representar antes de nós.Os contrastes na nossa pintura eram o contrario dos nossos mestres barrocos que usavam a técnica do claro-escuro, nós utilizávamos a lei das cores complementares assim um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e sombra muito mais real.

Nas nossas paletas não fazíamos misturas usávamos cores puras e ia fazendo os ajustes já na própria tela, fazendo a mistura deixar de ser técnica e virar óptica.

 

Jusqu’à ce que le prochain post

Continuando o que eu estava falando…

Então, desculpa gente, é que o sinal aqui caiu.

Continuando… O movimento que eu influenciei, o impressionismo, levou esse nome por causa de um quadro meu, o Impression, soleil levant (para os leigos, Impressão, nascer do sol) de 1872. Foi um movimento que passou a explorar a intensidade das cores e a sensibilidade do artista.

A gente procurava retratar os efeitos da luz do sol sobre a natureza, e por isso, quase sempre, a gente pintava ao ar livre, é que nós dávamos muita ênfase à capacidade que a luz solar tem de modificar todas as cores de um ambiente, ela podia tanto valorizar quanto desfavorecer as cores da natureza.

Vocês podem até fazer essa experiência ai em suas casas, é só escolher um lugar que pegue sol e retratar ele em vários momentos do dia, vão se impressionar em como esse efeito é legal.

Nós tínhamos um jeito meio revolucionário, quer dizer, totalmente revolucionário, já que nossas ideias eram totalmente contrarias ao movimento anterior, nós queríamos romper completamente com o passado, nem pensar um impressionista pintar um tema nobre ou que fosse fiel a realidade; nós iniciamos as pesquisas sobre ilusões ópticas, é concordo com você, quem é que na época ia pensar em pesquisar um negócio desse, só loucos como nós mesmo; entre muitas outras coisas que nós revolucionamos.

A primeira vez que mostramos nossos trabalhos foi em abril de 1974, em Paris, também fizemos algumas outras exposições até 1886, mas enfim, o público e a crítica não reagiram muito bem ao nosso movimento, achavam que nós éramos revolucionários de mais para a época, eles queriam que nós nos mantivéssemos fiéis aos princípios acadêmicos da pintura, coisa de gente com mente fechada, se eles vissem a arte de hoje, morreriam, mas pensando bem, eles já estão mortos…

Olá mundo superior,

Me chamo Claude Monet, ou apenas Monet.

Deixei seu mundo em 1926, aos 86 anos. E desde então, fui trancado e enterrado numa caixa de madeira forrada, no início achei bem interessante minha situação. Só que com o tempo, começou a me incomodar, a caixa se tornou fétida, apareceram alguns amiguinhos bem simpáticos, me disseram que se chamavam de vermes, e iriam ajudar na decomposição de meu corpo… Aí me incomodei ao extremo, e desde então, venho lutando com eles.

A alguns anos, eles desistiram e partiram para a caixa do lado. Foi aí que comecei a me sentir solitário, entediado… Até que um dia, ouvi alguns jovens (vivos) conversando logo a cima de mim, sobre algo chamado internet e algumas atualidades, e foi aí que me interessei, e também, percebi que com minhas lutas constantes com vermes e fungos, me desliguei do mundo superior e nem percebi quantos anos haviam passado.

Consegui um computador, e algo que chamam de internet Wi-Fi subterrânea (apelidada por mim e meus amigos pintores, também já falecidos) e decidi criar isso que chamam de “Blog” para informar jovens e caveiras do mundo dos vivos sobre o período que vivi e influenciei, chamado de Impressionismo.

Então, profitez.

Enquanto ainda tenho sinal.