Falei, falei e não falei nada.

Estou tão viciado que esqueci meu foco e não falei sobre minha vida e obra agora falarei sobre minha vida e obra, ou  melhor tudo o que eu me lembrar.

E tudo começa assim quando era criança era considerado indisciplinado por meus pais e professores, adorava desenhar e nessa época já fazia caricaturas dos meus professores. E aos quinze anos já ganhava algum dinheiro com isso.

Um dia conheci o pintor Boudin e nos tornamos amigos. Boudin viu meus desenhos e me encorajou a pintar e com ele também aprendi a pintar ao ar livre.

Entusiasmado com a ideia de ser pintor fui pra Paris com o propósito de estudar pintura, me matriculei na Académia Suisse, lá conheci Pissaro e Coubert que também estavam começando a pintar. O serviço militar me obrigou a interromper os estudos, e fui enviado para a Argélia, no norte da África, onde permaneci por quase um ano, até que uma tia conseguiu meu desligamento,  mas com uma condição que eu terminasse meus estudos por lá.

Em 1862 novamente em Paris, voltei a estudar desta vez no estúdio Gleyre, onde conheci Bazille, Renoir e Sisley, com quem formei o grupo dos impressionistas

Mais tarde juntaram se a nós Manet, Degas, e Morisot. E em nossa primeira exposição participou também Boudin, Pissaro e Cézanne, e nossa terceira mostra contou com a presença de Gaugin.

Em paris também conheci Camille Doncieux por quem me apaixonei e quando meu pai soube que estava morando com Camille cortou a ajuda me que enviava. Foram tempos difíceis, de pouco dinheiro. As pressões e as dificuldades foram tantas que nós acabamos por nos separar.

Em 1867 Camille dá à luz ao nosso primeiro filho Jean. E no ano seguinte vivendo miseravelmente tentei suicídio.

Apesar das dificuldades, Eu e Camille nos reencontramos e nos casamos. Com o início da Guerra Franco – Prussiana me refugio na Inglaterra para não ter que me alistar e Camille segue depois.

Por lá pinto minhas cenas londrinas entre elas a série do Parlamento.

Lá também conheci Durand – Ruel que foi atraído por nossa pintura impressionista e passa a investir em nosso grupo

Com o fim da guerra, retorno à França, indo morar em Argenteuil onde recebi a notícia de que meu amigo Bazille morrera em combate. A derrota da França dá início a um período de instabilidade política que marca o fim do império e a volta ao sistema republicano.

Em 1874 eu e meus amigos realizamos uma exposição que marca o início do movimento impressionista. O evento não é bem recebido, nossos quadros são ridicularizados. A crítica chamou o grupo de Impressionistas. Uma ironia em relação a um quadro meu chamado Impressão: o Sol se levanta. Com isso queriam dizer que os quadros não passavam de uma primeira impressão, um rascunho. Sem conseguir vender meus quadros, eu e minha família vivemos na pobreza. No ano seguinte nós Impressionistas promovemos uma venda pública de nossos quadros no Hotel Drouot, sem muito sucesso.

Ah! com toda essa tristeza não recordo de mais nada, um triste…

Au revoir

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