Como viram a tristeza já passou, e agora voltarei a falar de minha vida.

Em 1876 conheci Ernest Hoschedé e sua esposa Alice, que se tornaram meus admiradores. Neste ano Durand- Ruel organizou a segunda mostra dos impressionista em sua galeria mas os colecionadores ainda não aceitavam o nosso estilo que naquela época era um estilo novo de pintura e a esposição foi um fracasso tão grande quanto o primeiro. Em 1877 os negócios de Hoschedé quebrou e ele fugiu para a Bélgica deixando sua mlher e os filhos, de meter dó.

Em 1878 nasceu meu segundo filho, Michel. Eu e minha família mudamos para Vétheuil juntamente com Alice, surgiram as primeiras críticas favoráveis ao movimento impressionista. Nossos anos de pobreza haviam arrasado com a saúde de Camille que contraiu tuberculose e veio pra cá em 1879. Meu prestígio continuou crescendo e no ano seguinte Durand – Ruel realizou com sucesso uma exposição dos impressionistas em Nova York.

Depois de ter experimentado anos de extrema pobreza, começo a prosperar. E em 1883 aluguei uma casa em Giverny. Em 1887 expus novamente em Nova York. Em 1890 a casa é comprada e em 1891 concluo Os Montesde Feno e a série de paisagens do rio Epte. E nesse mesmo ano veio pra cá Ernest Hoschedé. Em 1892 me casei com Alice e cuidar de jardins torna – se uma de minhas atividades favoritas. Em 1893 contrui o jardim aquático, que seria minha grande fonte de inspiração para os anos seguintes. Em 1894 conclui a série da Catedral de Rouen e durante o verão de 1896 – 1897 pintei paisaagens do Rio Sena, retomando um tema do início de minha carreira.

No início do século, fui à Inglaterra onde pintei uma série de paisagens do Rio Tâmisa. A partir de 1907 tive problemas com a visão, inclusive o mesmo problema que minha amiga Mary falou aqui, e a evolução da doença fez com que minhas telas tornassem abstratas.

Em 1911 Alice veio pra cá e três mais tarde Jean meu primeiro filho, em minha casa em Giverny Monet  dedicava me exclusivamente à pintura e meu tema preferido passa a ser meu jardim. Com a construção de um estúdio em 1916 comei a pintar as Ninféias. Em 1918 duei minhas telas ao governo francês. Estes quadros foram expostos num espaço construído especialmente para nós no Museu de Orangeries, em Paris. Em 1923 estava quase cego e operei de catarata e passei a usar óculos. Em 5 de Dezembro de 1926 vim pra cá, encerrando minha carreira ai no mundo de vocês.

Adeus, mas eu voltarei.




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