Bonjour para todos. Provavelmente vocês não me conhecem pois estou horrível nesta foto, não gosto dela mas nessa tal ferramenta denominada “‘internet” essa foi a melhor das fotografias encontradas. Fazer o que não é? Para que vocês possam entender por que estou aqui, vou contar um pouco sobre mim.

Meu nome é Édouard Manet, fui um pintor francês do período do impressionismo, nasci em 23 de janeiro de 1832, em Paris. Faleci na mesma cidade em 20 de abril de 1883. E desde então estava dormindo em um sono profundo até que, não me pergunte como, fui acordado pelo meu amigo Monet que me falou sobre este “blog” e pediu que eu contasse um pouco sobre minha vida e obras. E aqui estou eu usufruindo dessa  tecnologia para contar um pouco sobre mim. Eu vim de uma família burguesa, meu pai era funcionário do Ministério da Justiça, e mesmo tendo o incentivo do meu pai e avô para seguir a mesma profissão no Direito, decidi ser artista!

A escolha pelas artes foi influenciada pelo meu tio, o capitão Édouard Fournier, que me levava junto com meu irmão mais novo para visitar o Museu do Louvre. Aos doze anos de idade ingressei no colégio Rollin, atual Liceu Jacques Decour.

Não era um grande aluno de artes, e decepcionei minha família por ser pouco aplicado, fato que fez a minha família repensar o investimento nos meus estudos de artes. Ao mesmo tempo, reconheciam que eu não tinha vocação para estudar Direito, logo, eu decidi me tornar marinheiro. Viu só?

Em 1848, embarquei na escola “Havre et Guadeloupe”, que funcionava num barco real. Mesmo não tendo vocação para a marinha, obtive nas navegações grandes experiências. Ao chegar ao Brasil, despertou em mim um interesse pela natureza e cultura exótica, pelas mulheres e horror à escravidão.

No ano seguinte, em 1849, fracassei ao tentar ingressar na Escola Naval. Com o apoio dos meus pais, retornei aos estudos de arte, iniciando no ateliê do pintor Thomas Couture. Estudei com Couture durante seis anos, aprendi técnicas de pintura e produzi cópias de Ticiano, Velazques, Tintoretto e Delacroix.

Visitei museus da Itália, Holanda, Alemanha, Áustria e outros da Europa. Casei-me com a professora de piano Suzanne Leenhoff, com quem tive o meu primeiro filho em 1852. Por divergências artísticas, em 1856, deixei o atelier de Couture.

Na história da arte, sou considerado o último pintor tradicional e o primeiro do grupo de pintores modernos franceses. Busquei ensinamento nas técnicas tradicionais e, ao mesmo tempo, me opus às convenções acadêmicas. Pertenço à tradição pelo meu apego aos mestres do passado, cuja lição recria em várias obras, e também pela insistência em procurar o reconhecimento oficial. E fui o primeiro entre os modernos por exprimir uma nova concepção da realidade e de sua representação por meio da arte.

Tive um quadro recusado em diversos salões e exposições, pelo fato de minhas obras serem consideradas escandalosas, tendo as feito num conceito de erotismo em obras como o “Almoço na relva” e “Olympia”.

Eu sou considerado uma das figuras sênior dentre os artistas impressionistas, pois estudei as obras do artista holandês Frans Hals, na Holanda, em 1872. Ele me ensinou a liberar as pinceladas e pintar com maior energia e verve. Essas técnicas proporcionaram a base para que eu me configurasse entre os fundadores do movimento impressionista.

Uma de minhas obras mais significativas é o “Luncheon on the Grass”, que retrata uma modelo nua na presença de dois homens. Esta peça provocou e ofendeu os críticos da época, que a acusaram de pornográfica e imoral. Como assim? Acusada de ser pornográfica e imoral? Ok, tudo bem, consegui superar isso. O Salon, uma das mais influentes galerias de Paris naquela época, recusou-se a exibir a  minha obra. No entanto, ela tornou-se um dos mais importantes trabalhos de arte ao ser exposta no Salon des Refuges, uma galeria especialmente voltada à exibição de trabalhos rejeitados de grandes artistas.

Você acha esta obra pornográfica e imoral? Pois é, eu também não.

Procurei refúgio nos mestres antigos exatamente por reação às convenções acadêmicas: tinha desprezo ostensivo pelas fórmulas temáticas, a pseudopsicologia melodramática, a retórica sentimental, a pintura pseudofilosófica, etc. Quanto às técnicas, preferi o modelado plano e rejeitei as meias tintas da pintura acadêmica.

A fim de evitar a pintura convencional do meu tempo, procurei também a diversidade da expressão temática e das soluções plásticas. Meus temas são anticonvencionais, são mais pretextos do que temas. O que o interessava, mais do que a observação realista, era a solução de problemas plásticos, inclusive em minhas recriações de quadros célebres. Nesse sentido, mais do que precursor do impressionismo, fui precursor da pintura moderna.

Expus na Galeria Martinet vários quadros hoje famosos, como “Lola de Valence”, “La Musique aux Tuilleries”, etc. Meu cromatismo ousado, meu realismo cotidiano, oposto aos grandes temas convencionais da época, despertaram a hostilidade implacável da crítica.Quase sempre fui recusado oficialmente, entretanto, de um prestígio enorme nos meios mais avançados da época. Além dos impressionistas, foram também meus defensores Baudelaire, Zola, Mallarmé e outros escritores. Hoje, sou considerado o principal ascendente da pintura moderna, antecedendo os revolucionários impressionistas.

Aqui em baixo vou postar algumas de minhas obras:

E se você acha que não é o suficiente trago aqui também alguns vídeos:

Merci e até a próxima

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