Há algumas horas atrás ouvi um boato de que alguns dos meus amigos, também artistas do período Impressionista (e também falecidos há alguns séculos) estavam utilizando uma espécie de comunicação futurística chamada Wi-Fi para entrar em contato com o mundo lá em cima e falar um pouco de suas vidas e obras. Pensei no ato: não posso ficar de fora dessa! Com a ajuda de alguns desses amigos consegui me infiltrar neste estranho meio de comunicação chamado “Blog” e vou contar um pouco da minha história no plano terrestre.
Sou Paul Gauguin (se pronuncia Gogã), fui filho de um jornalista francês e de uma escritora peruana. Vivi em Lima de 1851 a 1855 e aos 17 anos, entrei para a Marinha Mercante onde permaneci por cinco anos e tive a oportunidade de conhecer o Panamá e o Pacífico. Aos 23 estive no Brasil. Isso mesmo, passei um mês no Rio de Janeiro.
Em 1871, retornei a Paris e comecei a trabalhar como corretor de valores e a pintar nas horas livres. Casei-me com uma dinamarquesa, Mette Sophie Gad, com quem tive cinco filhos. Em 1874 visitei uma exposição impressionista e confirmei meu gosto pela arte e pela pintura, e meus quadros começaram a ser aceitos pelas pessoas. Em 1883um colapso econômico me ajudou na decisão de tornar-se um artista em tempo integral. Estabeleci-me em Ruen, com a minha mulher e os meus filhos, mas a experiência não deu certo. Mudamo-nos então para Copenhagen, terra natal de minha esposa. Na Dinamarca eu não era feliz e retornei sozinho a Paris, em 1885. Instalei-me depois em Pont-Aven, na Bretanha, conhecido asilo de artistas, pois já estava velho.
Após um breve período com meu amigo Van Gogh em Arles (1888),  resolvi abandonar u cada vez mais a arte imitativa para poder me expressar com cores. Graças ao dinheiro conseguido com uma exposição de uns amigos no café Volpini em Paris, em 1891, parti para o Taiti, onde pintei o cenário primitivo e luminoso da região, as formas opulentas de suas mulheres e a exuberância tropical. “Duas Mulheres na Praia” foi uma de minhas primeiras obras no Taiti.
Dois anos mais tarde, retornei a Paris na esperança de minhas telas fazerem sucesso. Porém, não dei sorte. Me frustrei e voltei ao Taiti em 1895. Fui hospitalizado com freqüência por uma condição sifilítica não diagnosticada, tentei em vão me matar em 1898. Em 1901, estabeleci-me nas Ilhas Marquesas, morrendo dois anos depois.

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Eu, na Década de 1880.

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Duas taitianas com flores de manga, 1899.

 

Este foi um breve trecho da minha história. Estarei postando vídeos e imagens no decorrer da minha eternidade neste lugar escuro. Espero que tenha gostado e volte outras vezes.

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